O professor e escritor
Joel Dutra e outros (1998) tratam a competência como a capacidade de uma pessoa
gerar resultados de acordo com os objetivos organizacionais, isto é, pelos
resultados e desempenho obtidos através do conjunto de qualidades que lhe é
inerente.
Existem diversos
modelos eficientes de Gestão que podem ser aplicados às variadas áreas do
conhecimento. Mas quando se fala de Gestão de Pessoas o “leque de opções” de
modelos eficientes se restringe. Gerenciar pessoas não é uma tarefa trivial.
Com o passar dos anos, as empresas estão entendendo que somente a avaliação técnica de uma pessoa, baseado nos conhecimentos e habilidades que possuí, não é suficiente para dizer se ela será um profissional que atende a todas as exigências de um determinado cargo. Notou-se a importância de se conhecer o Perfil Comportamental, isto é, as atitudes, completando o CHA.
Com o passar dos anos, as empresas estão entendendo que somente a avaliação técnica de uma pessoa, baseado nos conhecimentos e habilidades que possuí, não é suficiente para dizer se ela será um profissional que atende a todas as exigências de um determinado cargo. Notou-se a importância de se conhecer o Perfil Comportamental, isto é, as atitudes, completando o CHA.
Da necessidade de se
gerir esse CHA, foram desenvolvidos metodologias, isto é, ferramentas capazes
de fazer a Gestão de Pessoas com foco em Competências. Esse conjunto de
ferramentas capazes de promover o contínuo aperfeiçoamento dos Conhecimentos,
Habilidades e Atitudes de cada colaborador das empresas é chamado de Gestão por
Competências.
Os subsistemas da
Gestão por Competências são: Mapeamento do Perfil de Competências
Organizacionais, Mapeamento e Mensuração por Competências de Cargos e Funções,
Seleção por Competências, Avaliação por Competências, Plano de Desenvolvimento
por Competências, Avaliação de Eficácia das Competências a serem desenvolvidas
e Remuneração por Competências.
As competências
organizacionais são definidas como o atributo que confere vantagem competitiva
à organização e lhe permite atingir os objetivos estratégicos, gerando valor
distintivo percebido pelos clientes (Prahalad & Hamel, 1990). Já as
competências profissionais, individuais ou humanas são aquelas inerentes aos
indivíduos ou às equipes de trabalho.
Todos temos características
individuais que compõem um perfil de comportamento específico, com algumas
competências desenvolvidas e outras não. As próprias atividades que realizamos
no nosso dia a dia estimulam algumas de nossas competências. E algumas destas
nossas características podem estar compatíveis ou não com o cargo que exercemos
ou estamos pleiteando.
A seleção por
competência vai colocar a pessoa certa no lugar certo. O RH faz a avaliação por
competência, e avaliação técnica é feita por quem tem o conhecimento técnico,
normalmente o responsável pelo setor requisitante. É importante que haja essa
integração.
Isso quer
dizer que, além das competências técnicas exigidas pelo cargo que implicam
conhecimentos e habilidades para cumprimento de determinadas funções, os
recrutadores passaram a avaliar também as competências comportamentais, ou
seja, as atitudes e os comportamentos conjuminados com as atribuições do cargo.
Iniciativa, criatividade, dinamismo, trabalho em equipe, foco em resultados,
são alguns exemplos de competências comportamentais.
O grande diferencial da Seleção por Competências em relação aos demais métodos
de seleção é uma maior objetividade e
foco. Ela faz uso de fatos e evidências e não trabalha com suposições nem
interpretações, os famosos “achômetros”. Atualmente, grande parte das
organizações ao contratar novos funcionários não tem conhecimento do perfil de
competências necessárias para o cargo em aberto, o que acaba muitas vezes
acarretando em uma má contratação.
O primeiro passo a ser seguido no processo de seleção por competências é o chamado “Mapeamento de Competências”, ou em outras palavras, “Perfil de Competências” do cargo.
Com o perfil já estruturado é possível elaborar uma
entrevista comportamental e avaliar dinâmicas e jogos focados em competências.
A entrevista comportamental é uma abordagem totalmente diferente dos métodos de
entrevistas usuais, são feitas perguntas abertas com foco nas vivências do
profissional em situações específicas ocorridas na sua função.
Não interessa saber como o
candidato resolveria, solucionaria, administraria nenhuma situação. Perguntas
tais como:
·
“Fale
três características suas positivas e três negativas”
·
“O que
gostaria de fazer daqui a dois anos, cinco anos, dez anos”
·
“Como
você agiria se fosse seu líder?”
·
“O que
você faria se tivesse uma incompatibilidade com seu subordinado?”
Grande parte dos candidatos já vai
para as entrevistas com respostas prontas para este tipo de pergunta, e quando
encontra um profissional de seleção que se utiliza de “Perguntas
Comportamentais com foco em Competências”, muda toda a dinâmica da
entrevista e este profissional tem oportunidades muito maiores de conhecer mais
profundamente o comportamento do candidato. Através da entrevista estruturada, o candidato tem mais liberdade e tranqüilidade para responder as questões, facilitando o trabalho do recrutador que tem a oportunidade de conhecer de maneira mais profunda o comportamento e as atitudes do candidato. Os Jogos com foco em Competências são criados ou escolhidos criteriosamente para observar a presença ou ausência de Competências do PC, no comportamento presente do candidato.
No jogo as pessoas reproduzem
comportamentos do dia-a-dia, até mesmo sem perceber. Por isso é uma poderosa e
preciosa ferramenta de observação de comportamentos no processo de Seleção de
Pessoal. É claro que deve ser usada seguindo critérios rigorosos, sem os quais
perderia sua eficácia.
Geralmente são propostas atividades em grupo que
permitem ao observador avaliar características como o relacionamento
interpessoal, a liderança, a negociação, a criatividade, a agilidade, entre
outras.
Algumas vantagens da Seleção por Competências:
·
Maior
facilidade para prever o desempenho futuro
·
Maior
garantia de uma contratação de sucesso
·
Boa
adequação do profissional à empresa e à atividade a ser desempenhada
·
Turnover
mais baixo e melhora na produtividade
·
Evita
prejuízos com reabertura de processos seletivos e com funcionários
ineficientes.
·
Diminui a
influência de opiniões, sentimentos ou preconceitos dos selecionadores.
·
O
candidato tende a não mentir, pois deve citar um fato que realmente ocorreu.
·
Fornece
dados concretos sobre desempenho do candidato, facilitando o feedback para o
candidato.
·
Fortalece
a parceria entre área requisitante e área de Seleção
·
A área de
Seleção ganha maior credibilidade junto aos seus clientes requisitantes
·
A área de
Seleção faz um marketing positivo da empresa junto aos candidatos, passando uma
imagem de profissionalismo, ética e respeito pelo ser humano.
Gestão por Competências – Maria Odete Rabaglio
Seleção por Competências – Maria Odete Rabaglio
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