quinta-feira, 10 de julho de 2014

Iniciativa, Caminho para o Sucesso


Iniciativa 

É a qualidade que distingue o funcionário notável do medíocre

*Maria de Lima

A falta de iniciativa é um dos grandes obstáculos ao desenvolvimento profissional. O funcionário que faz só o que lhe é exigido se aproveita do trabalho alheio ou adota a lei do mínimo esforço, tem poucas chances de avançar na carreira. A empresa não é instituição de caridade. Hoje, mais que nunca, ela precisa superar seus limites continuamente para oferecer bons serviços a seus consumidores e jamais conseguirá isso com uma equipe sem iniciativa.

A iniciativa é a qualidade que diferencia um funcionário ativo, notável, com visão empreendedora, do medíocre. E esse último, que geralmente espera ser carregado pelos outros, é muito mais comum nas organizações do que se imagina. Conheço muitos deles e aposto que você também o reconhece em seu meio. Essas pessoas estão equivocadas. A velha manobra de trabalhar "conforme o salário" não leva ninguém a lugar nenhum.

Às vezes, o preguiçoso ainda se acha esperto e pensa que seu colega, com iniciativa, é um idiota. No entanto, o indivíduo que se dedica às suas tarefas o mínimo possível pode até obter benefícios provisórios, mas a longo prazo será o mais prejudicado. Esse princípio vale para todos: do office-boy ao superintendente.

Manter a iniciativa exige resolução e isso logicamente aumenta o risco de se cometer erros. Mas é melhor errar buscando melhorias para o trabalho, que fazer a mesma atividade, todos os dias, como se fosse uma máquina.

Além disso, quem tem iniciativa pode ser rejeitado pelos colegas. Isso porque, no geral, as pessoas nivelam a qualidade de seu trabalho por baixo e esperam que todos façam o mesmo para que sua mediocridade não apareça. Quem é realizador pode ser considerado puxa-saco.

Para o consultor americano Bob Nelson, especialista em motivação, o maior erro que um funcionário pode cometer é pensar que trabalha para alguém. "Você pode ter um chefe, receber o pagamento de determinada empresa, mas você é o mestre de seu próprio destino. É você que decide que potencial alcançar em sua careira, o que você realizar em sua vida. Todos os dias você tem chance de exceder-se, de ser excepcional. Tudo isso vem da iniciativa", diz.

Mensagem a Garcia

O ensaio Mensagem a Garcia, do filósofo Elbert Hubbard, é uma lição clássica de iniciativa. Hubbard conta que, durante a guerra entre os Estados Unidos e a Espanha, o presidente MacKinley precisava se comunicar com o general revolucionário cubano Calixco Garcia. MacKinley procurava alguém que pudesse levar uma carta a Garcia. Ninguém sabia exatamente do paradeiro do general. Sabia-se apenas que ele estava escondido nas montanhas de Cuba. O soldado Andrew Summers Rowan foi recomendado para a tarefa. Rowan recebeu a carta e sem fazer uma só pergunta tratou de cumprir sua missão. Atravessou o mar, cruzou o sertão de Cuba e em menos de quatro semanas entregou a mensagem ao destinatário.

Embora seja um texto de 100 anos atrás, Mensagem a Garcia, um fenômeno editorial que já vendeu mais de 40 milhões de cópias, trata com muita propriedade da excelência profissional e da capacidade de liderança, qualidades indispensáveis no mundo de trabalho moderno.

Esclarecendo Melhor

O que significa exatamente ter iniciativa? Quais as principais características desse profissional?

Iniciativa é a capacidade que todos nós temos de criar, iniciar projetos e conceber novas ideias, significa tomar uma decisão desafiadora, mas tomá-la em primeiro lugar. Ao contrário do que se pensa, ter iniciativa não é tão simples nem tão complexo. Ver o que todos veem, perceber o que quase ninguém percebeu e agir com antecedência, na confiança de um resultado, que o futuro trará, não é uma ciência exata, mas é uma habilidade que podemos desenvolver com o tempo. As principais características de um profissional de iniciativa é o saber anunciar, divulgar e tomar à frente uma ideia, não ser seguidor, mas líder, protagonista. Um profissional de iniciativa é antes de tudo sinônimo de ousadia, coragem e determinação.

 Qual é a essência da iniciativa?

A essência da iniciativa é entrar em ação, ou seja, fazer o diferencial agora! Iniciativa requer coragem e disposição. A iniciativa representa a capacidade de identificar e buscar oportunidades. Está associada ao comportamento proativo, e, por conseguinte, em oposição imediata à hesitação e à procrastinação.

Quais os benefícios da tomada de iniciativa no mercado de trabalho?

O profissional dotado de iniciativa antecipa-se aos fatos, realizando atividades antes de ser solicitado ou forçado pelas circunstâncias e conjuga os verbos “fazer”, “agir” e “executar”. Aproveita situações conjunturais para atender rapidamente novas demandas ou nichos. Surpreende, empolga, contagia e encanta.

O que diferencia um funcionário ativo, notável, com visão empreendedora e de muita iniciativa do funcionário medíocre?

Para se sobressair no atual mercado de trabalho, o profissional deve fazer o que precisa ser feito, mesmo sem ser solicitado, resolver problemas em vez de criá-los, ignorá-los ou de transferi-los para os outros, ter a qualidade do seu trabalho como marca registrada; correr riscos e se dedicar como se fosse dono do negócio.

Qual o grande inimigo da iniciativa?

 A hesitação e a procrastinação. As pessoas precisam combater a hesitação e a procrastinação, estes inimigos sorrateiros que nos fazem adiar projetos, interromper a leitura de um livro, cancelar investimentos, protelar decisões. Ao combatê-los eliminamos as síndromes do 'quase' e “quando”.

Porém, não basta apenas vencer a hesitação e tomar a iniciativa. O verdadeiro empreendedor sabe que, sem acabativa, um neologismo cada vez mais aceito, para identificar a capacidade de concluir tarefas iniciadas, não há sucesso. Por isso, cultive a coragem e ousadia. Coragem para refletir e se conscientizar. Coragem para ter o coração e a mente aberta para internalizar o autoconhecimento adquirido. Ousadia para inovar e apostar, mesmo correndo riscos.

  É possível uma pessoa tímida que geralmente segue os outros se tornar uma pessoa de iniciativa? Como desenvolver essa característica?

 Claro que é possível. Tudo depende do desejo dessas pessoas de serem percebidas como especiais e terem um ímpeto de mudança. As pessoas precisam iniciar as mudanças que fortalecerão seus ideais, mesmo que esses resultados demorem um pouco para aparecer. Para desenvolver essa característica é preciso agir feito um dínamo, cheio de energia e lutar por suas conquistas. Quando lembramos as histórias de algumas personalidades como Zilda Arns, Madre Tereza de Calcutá e Mahatma Ghandi, visualizamos figuras célebres, de grande coração, que viveram existências extraordinárias, porém, esquecemos que eles, assim como nós, começaram em algum lugar, perderam sua timidez, dando o primeiro passo, enfrentaram seus medos, receios e não aceitaram os limites alheios. Esse mérito deve-se ao poder da iniciativa.

O que pode acontecer quando temos a iniciativa, criatividade e planejamento juntos?

O somatório dos três resulta na inovação. Criatividade sem proatividade não passa de um monte de ideias que podem ou não ser úteis. Proatividade sem criatividade resultará em mudança de pouco ou curto impacto. Mudanças que valem a pena começam com uma dose de criatividade. A estas mudanças dá-se o nome de inovação. É preciso ousar. Com as chaves da iniciativa você abre as portas da proatividade, pois a iniciativa representa a capacidade de identificar e buscar oportunidades.

O mercado procura que tipo de profissional?

Em todas as profissões é necessário o conhecimento e o poder da iniciativa. A pessoa, para ter sucesso, precisa ter iniciativa, ousadia e criatividade. O mercado busca profissionais dotados de iniciativa. Pessoas que não tenham medo de se expor, de ir para a berlinda, de se submeter ao julgamento, e não de profissionais que prefiram um temporário receio estratégico para ver primeiro o que vai dar certo, para depois agir, entrar em ação. Imagine então, um profissional com uma grande capacidade técnica, mas sem iniciativa. Ele nunca chegará a lugar nenhum. A iniciativa é uma das competências a serem desenvolvidas e praticadas em sua trajetória pela superação.

 Hoje, mais que nunca, se você quiser encontrar um lugar ao sol, tem de tomar iniciativa.

Então:

* Faça o que precisa ser feito, mesmo sem ser solicitado.

*Resolva problemas em vez de criá-los, ignorá-los ou de transferi-los para os outros.

*Tenha a qualidade do seu trabalho como marca registrada.

*Corra risco e se dedique como se fosse o dono do negócio.

Você só terá a ganhar!

 
(Fonte: www.curriculum.com.br e www2.uol.com.br)
 
 
 
*Indicação de vídeo: “Mesmo sendo empregado pense como patrão”, do Daniel Godri

 

 

segunda-feira, 16 de junho de 2014

Um dia de labuta



Entrosamento entre todas as pessoas garante o sucesso da comunicação e dos resultados nas organizações (Torquato).
Um dia de labuta

 "Gilberto era zelador de uma grande empresa e atendia diretamente à Diretoria. Certo dia, ao chegar ao escritório, o diretor financeiro encontrou Gilberto e o cumprimentou:...
– Bom dia, Gilberto, chegou cedo... Já na labuta?
Gilberto, com a vassoura na mão, parou, ficou sério e respondeu:
– Eu não faço essas coisas, não. Não é porque o senhor é diretor que pode xingar a gente!
Surpreso, o diretor afirmou:
– Mas labuta é trabalho.
E Gilberto prosseguiu com sua indignação:
– Agora, não adianta disfarçar.
O zelador não perdeu tempo e pediu transferência da Diretoria, dizendo a todos que o diretor financeiro da empresa xingava todo mundo".
 
A má escolha e o uso inadequado de uma palavra gerou o problema de incompreensão entre os seguintes elementos do processo de comunicação: emissor e receptor. 
 
Adequação é imprescindível na comunicação, seja ela dentro ou fora das organizações. O emissor (o que fala) deve se preocupar com o público alvo (a quem se fala), procurar meios de se comunicar e as palavras adequadas para se fazer entender.
 

segunda-feira, 9 de junho de 2014

Orientações a Familiares e Cuidadores de Pacientes com Alzheimer



Alzheimer
A doença de Alzheimer é a mais frequente forma de demência entre idosos.
É caracterizada por um progressivo e irreversível declínio em certas funções intelectuais: memória, orientação no tempo e no espaço, pensamento abstrato, aprendizado, incapacidade de realizar cálculos simples, distúrbios da linguagem, da comunicação e da capacidade de realizar as tarefas cotidianas. Outros sintomas incluem mudança da personalidade e da capacidade de julgamento.
O que se sabe é que a doença desenvolve-se como resultado de uma série de eventos complexos que ocorrem no interior do cérebro. A idade é o maior fator de risco para a doença. Quanto mais idade maior o risco.  
No entanto, é possível retardar essa degeneração dos neurônios com a adoção de hábitos saudáveis, como dormir bem, praticar atividades físicas e ter cuidados especiais com a alimentação.
O apoio da família nesse momento é de extrema importância para obter bons resultados.  Junto ao tratamento medicamentoso, é importante o apoio emocional (amor), reduzindo sua ansiedade e aumentando sua confiança e autoestima. Deve-se lembrar de que o idoso não é criança e, portanto, não deve ser tratado como tal.
O ambiente físico onde ele vive, deve ser adaptado de maneira a diminuir os riscos de acidentes e a proporcionar maior autonomia.
Alimentação
Alguns alimentos ricos em antioxidantes que podem ser utilizados de forma prática na alimentação desses indivíduos são: a laranja (rica em vitamina C); o brócolis (rico em flavonóides); o mamão (rico em b-caroteno); o tomate (rico em licopeno); o alho (rico em glicosinolatos) e peixes como atum, sardinha e salmão (ricos em Omega 3). Existem relatos de que as ervas medicinais alecrim e o hortelã e também a canela, ajudam a combater os sintomas da DA.
Cabe ressaltar, que a alimentação desses indivíduos requer cuidados específicos e, portanto deve-se procurar orientação de um profissional capacitado, um Nutricionista, que irá avaliar e orientar de acordo com cada caso.
Importante:
       Sempre que possível, suas refeições devem contar com a presença de outras pessoas.
        Deixar que ele participe das compras domésticas sempre que possível.
        Oferecer alimentos que facilite a mastigação.
        Sugerir alimentos de diversos grupos e coloridos para estimula-lo visualmente.
       Respeitar o apetite e escolhas dos alimentos.
É importante para o tratamento que ele mantenha a mente ativa (jogos, leitura, conversas).
Estimular o funcionamento cognitivo (pensamento, atenção, memória) de idosos com demência pode diminuir a incidência de sintomas, atenuar o isolamento social e diminuir os sintomas depressivos.
Incentivar as memórias do passado
Relembrar o passado através de estratégias como: fotografias, objetos pessoais, vídeos, música, cheiros e até sabores; estudos comprovam que essas lembranças produzem emoções e pensamentos agradáveis para o idoso, permitindo momentos de prazer e felicidade.
Quem não se lembra do cheirinho de bolo saindo do forno da casa da vovó? Da música que tocava nos bailes que frequentava na adolescência? Resgatando a memória, resgata-se a felicidade.
Atividade Física
Estudos realizados nestes últimos tempos revelam que a prática regular de exercícios físicos têm sido de suma importância no tratamento da doença de Alzheimer.
 Resumindo:
        Estimular a cognição (pensamento, atenção, memória).
       Alimentação adequada.
       Prática de exercícios físicos.
       Convivência social.
Associados ao tratamento medicamentoso podem retardar os processos degenerativos da doença e melhorar a qualidade de vida dos pacientes com mal de Alzheimer.

E o apoio da família é de fundamental importância.
 

 

 

 

quinta-feira, 22 de maio de 2014

Os dois lados do intraempreendedorismo

Os dois lados do intraempreendedorismo | Endeavor Brasil



Um artigo bastante interessante sobre o intraempreendedorismo.

(Cláudio Garcia)



A paixão das pessoas pelo que estão fazendo é o que abastece o espírito empreendedor em cada um. Mas a responsabilidade por acender essa chama na empresa é tanto do funcionário quanto da organização.

 
Adoro conhecer e entender a vida de empreendedores. Quando reconheço um, fico até chato de tanto perguntar sobre sua história. A maioria adora – bom para mim!  Acho que sempre existe muito o que aprender com aqueles que conseguiram empreender em suas vidas.Obviamente existem alguns pontos em comum na história dessas pessoas. Um deles, que identifico na grande maioria, é o quanto foram (e são) realmente apaixonadas por algo – uma ideia, uma tarefa, um sonho – e o quanto todas as dificuldades encontradas não foram desculpas para que suas buscas deixassem de ser realizadas. Aliás, normalmente foram muitas as dificuldades e, consequentemente, os sacrifícios. E, quando normalmente pergunto “valeu a pena?”, elas são bem certeiras: dizem que fariam tudo de novo.
Está justamente aí uma parte muito importante do que significa empreender. Quando passamos a considerar a possibilidade de empreender dentro de uma empresa, não podemos desconsiderar como esta paixão se impõe, dentro de duas perspectivas distintas, porém complementares.
A primeira é a perspectiva do indivíduo que de alguma forma escolheu estar em uma determinada organização. De que forma ele teria feito tal escolha?
Nosso modelo de educação (tanto formal quanto informal), como muitos comentam, é transacional, focado em transferência de conhecimentos, regras, padrões que deram certo ou no passado, o que não necessariamente nos ajuda a saber escolher. Escolher significa legitimar uma busca pessoal, com todos os benefícios, consequências e responsabilidades que ela traz consigo.
É impressionante como, no ambiente das organizações, encontro pessoas infelizes. E, na maioria das vezes, na perspectiva das pessoas a responsabilidade por esta infelicidade é sempre das empresas – pelo salário incompatível, pela falta de espaço para crescimento, pelo não envolvimento com os indivíduos, para ficarmos nos aspectos mais recorrentes. Esquecem que no final das contas escolhemos estar onde estamos e podemos escolher como lidar com situações que muitas vezes não são as que queremos. Dentro das empresas, o empreendedorismo nas pessoas (representado por suas buscas e suas paixões) só surgirá se elas escolherem estar ali, naquele trabalho, independentemente das dificuldades, da falta de recursos e dos problemas que possam enfrentar.
A segunda perspectiva é a da organização, ou daqueles que a representam em alguma circunstância.  Será que nós, como líderes e gestores, sabemos contratar pessoas apaixonadas? Vejo que o padrão de captação de profissionais ainda está muito focado em competências concretas, técnicas, acadêmicas. Não que não sejam importantes, mas poucas organizações de fato buscam compreendê-los a partir de suas vivências diversas, de suas experiências, de suas buscas – enfim, de suas paixões. Aliás, acho que nem estamos muito preparados para isso. E mais: será que nos comprometemos a alinhar os papéis dos profissionais que já estão conosco àquilo que eles realmente se dedicaram a realizar vigorosamente para o benefício da organização?
Visitei recentemente uma grande empresa que tinha o desafio de estimular o intraempreendedorismo.  Conversando com as pessoas, ficou claro que o que procuravam não eram suas paixões, mas títulos, melhores salários (apenas pelos salários, sem que estivessem relacionados a realizações que os justificassem). Seus executivos tornaram-se vítimas de si mesmos. Não faziam o que queriam, mas não se davam a oportunidade de mudar. Como o empreendedorismo pode se manifestar nesse ambiente.
É certo que existem outros pontos para que o empreendedorismo seja uma realidade dentro das organizações: outras atitudes, processos e tarefas que o suportem, recursos adequados (apesar de achar que, às vezes, a falta de recursos pode até ajudar). Mas nada disso pode ser discutido sem a condição básica de existirem pessoas dedicando às organizações o potencial ilimitado de suas almas – um ganho surpreendentemente significativo se contraposto ao hábito vigente de nos satisfazermos com a mera presença de corpos que já se acostumaram a apenas estar lá.
Algumas dicas práticas para ter pessoas apaixonadas dentro da organização:
  1. Procure entender em um aspecto mais amplo quem são as pessoas que estão do seu lado, transcenda dos aspectos técnicos: Qual a história de vida dessas pessoas? Tente identificar quais foram as escolhas que elas fizeram, que riscos tomou para realizar suas escolhas. Por exemplo : algumas pessoas passam por restrições financeiras para conseguir concluir a graduação que queria, ou usou formas criativas em um trabalho onde precisou enfrentar bastante resistência e mesmo assim não desistiu;
  2. Tente entender que temas são aqueles que brilham os olhos das pessoas- Para isso não tente enquadrar qualquer conversa, deixe-as fluírem e tente observar quais são os pontos que as entusiasmam;
  3. Tenha sempre momentos onde se possa entrar na informalidade – a informalidade permite acessar o que existe de mais genuíno nas pessoas e gerar ambiente de confiança;
  4. Estimule encontros periódicos para falar com as pessoas sobre como elas se vêem na organização, se realmente existe alinhamento entre as expectativas dos dois lados;
  5. Caso não haja alinhamento, se esforce para tratar a situação com maturidade. Isso significa que caso alguém não se veja na organização ela não precisa sair ou ser demitida imediatamente. Um saída planejada pode garantir uma transição sem rupturas para os dois lados e a continuação da relação, já que no futuro esse profissional poderá ter o que contribuir para sua organização como um fornecedor, um cliente ou até novamente como um profissional da empresa.
Cláudio Garcia é presidente da DBM na América Latina e Líder Global da prática de Desenvolvimento de Talentos.
 
 
 

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Qualidade de Vida



Qualidade de Vida
 
          Podemos constatar uma relevante produção de estudos científicos acerca do aumento da expectativa de vida, talvez, influenciada, em parte, pela força das mídias que destacam o fator da autonomia, saúde e direitos conquistados nos últimos tempos, como também pela busca da população em assegurar uma melhor qualidade de vida na terceira idade.
Existem diversos conceitos associados; segundo Neri (2000), a referência mais forte é a experiência subjetiva de qualidade de vida, representada pelo conceito de satisfação. Nesse contexto, é instigante pensar a trajetória humana: pensar em por que algumas pessoas veem essa fase como “fim da linha”, contabilizando as perdas obtidas ao longo da vida, enquanto outras vislumbram novas possibilidades que essa realidade traz, a fim de continuarem inclusas e participantes ativas da sociedade à qual pertencem.
Ao observarmos as manifestações culturais daqueles que envelhecem na contemporaneidade, identificamos mudanças significativas de hábitos, imagens, crenças e termos utilizados para caracterizar esse período da vida.  
De acordo com o Grupo de Qualidade de Vida da Organização Mundial de Saúde, a qualidade de vida é definida como “a percepção do indivíduo da sua posição na vida, no contexto de sua cultura e dos sistemas de valores da sociedade em que vive e em relação aos seus objetivos, expectativas, padrões e preocupações” (PARENTE, 2006, p. 19).
A Teoria da Programação Genética sustenta que o envelhecimento advém de uma sequencia normal de desenvolvimento programado dos genes. Entretanto, a programação genética sozinha não pode explicar tudo, caso contrário, todos os seres humanos morreriam na mesma idade. Com isso, Papalia (2006) entende que os fatores ambientais interagem com os fatores genéticos.
Segundo Teixeira (2004) as condições de vida e as oportunidades que os sujeitos desempenham ao longo da vida influenciam diretamente no envelhecimento saudável do idoso, pois, para este, velhice é fruto da trajetória social exercida pelo indivíduo desde o nascimento.
Segundo Berger (2003), muitos adultos de meia idade melhoram seus hábitos de saúde, diminuindo o consumo de comidas gordurosas e de bebidas alcoólicas, bem como ao uso de drogas ilícitas e tabaco, fatores estes considerados prejudiciais à saúde, com isso refletindo uma mudança histórica em nossa sociedade. Berger (2003) considera que, se todas as pessoas de 40 anos comessem melhor, se exercitassem mais e não fumassem, a maioria desse grupo viveria pelo menos 80 anos e muitos poderiam, até mesmo, chegar aos 100 (BERGER, 2003).
O envelhecimento é um processo que acompanha o ser humano a vida toda. Transformações físicas, cognitivas e sociais acabam causando impacto e perturbando o bem estar e a qualidade de vida das pessoas. A qualidade de vida está relacionada a diversos fatores psicossociais, como família, educação, cuidados com a própria saúde, alimentação, prática de atividade física e, principalmente, com a motivação e iniciativa da própria pessoa.
Não podemos negar que, no decorrer do processo de envelhecimento, ocorre um declínio cognitivo; são comuns queixas relacionadas ao esquecimento. Em particular, habilidades como a memória podem vir a apresentar déficits. Assim, a estimulação da cognição torna-se importante para a promoção da independência e autonomia do idoso.
As relações sociais são de fundamental importância para a qualidade de vida do idoso, pois ameniza a solidão e pode motivá-lo a hábitos saudáveis. Estar ativo tanto em ocupações profissionais ou de lazer podem influenciar no bem estar psicológico e aumentar a satisfação com a vida.
           Erickson, citado por Papalia (2006) diz que à medida que o fim da jornada se aproxima, as pessoas tomam consciência da mortalidade e podem examinar suas realizações e seus fracassos. Algumas pessoas se desesperam com a proximidade da morte, enquanto outras encontram vontade de concluir tarefas inacabadas; assim, encontram um sentimento prazeroso de proximidade, demonstrando maior integridade do ego.
            Ao fim desta pesquisa, concluímos que o envelhecer provoca inevitáveis mudanças físicas, psicológicas, cognitivas e sociais. Essas mudanças ocorrem em etapas, que podem ser reavaliadas a cada momento e serem encaradas de forma positiva, visando uma melhor qualidade de vida. Pergunta-se: o que é qualidade de vida? Essa resposta vai depender de cada individuo, pois, o conceito de qualidade de vida varia de pessoa para pessoa, de acordo com seu contexto social, suas experiências, suas escolhas, e de sua capacidade de resiliência, ou seja, da forma como cada um encara e se adapta às mudanças decorrentes do envelhecimento.
 
(Trechos do Artigo Científico de Ana Claudia Talarico e Patricia Macário)